terça-feira, janeiro 30, 2007

a dança da vida

Munch - "A dança da Vida"
Há uma mulher que parece dançar sozinha. Mas não, dança com a vida que traz no ventre.
Feliz menino, aquele que é amado desde que vive no escuro quentinho e protegido. Feliz também a Mãe, que dança com ele, mesmo com tudo o que a possa preocupar...
Felizes de nós, enquanto amarmos a vida. A nossa e a que não é nossa. Aquela que geramos não é nossa, nunca foi. Tem fortes ligações a nós, e isso é diferente. Uma pessoa só é de outra quando se dá, e até se dar, só pertence a si mesma. E mesmo ao dar-se, não deixa de ser dona de si. Será sempre mais dona de si que qualquer outra pessoa. Ao dar-se, dá apenas a alguém a honra de participar de perto numa parte do seu íntimo.
E mesmo a nossa vida, é Deus que no-la empresta. Deus dá, Deus tira. A vida é uma relação profunda de Amor que temos com o Pai, talvez a primeira relação de todas que temos. Quem ousa nela interferir?
Aos amigos ateus que me lerem, pede-se o favor de substituir "Deus" e "o Pai" por "a Natureza". Penso que também é legítimo pensar-se assim.
A vida é uma dança. Uma dança apaixonada entre um ser e todo o meio envolvente. É de má educação "interromper" (?!) as danças dos outros. Má educação... e a educação devia melhorar com o avançar dos tempos. Ou não é assim?

domingo, janeiro 28, 2007

Esclarecendo...

Felizmente, ainda antes dos debates nucleares acerca do tema, os Movimentos implicados aperceberam-se da palhaçada que estavam a esboçar. Ainda vão a tempo de refazer argumentos(pois ideias espera-se que sempre tenham tido, embora mal difundidas) e ajudar a reflectir com base naquilo que nos é proposto: permitir ou não o Aborto até às dez semanas de gravidez.
Pelo SIM: Sessão pública no Hotel Altiz, pelas 15 horas, com Eurodeputados multi-cores a esclarecer pelo Sim.
Pelo NÃO: Caminhada pela Vida, 14 horas, à frente da Maternidade Alfredo da Costa a andar pelo Não até à Alameda.

Em Lisboa, hoje, Domingo 28 de janeiro.

TAM

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Uma visão da Jamaica e do Sul da América

A Jamaica é um país de praias paradisíacas e paisagens deslumbrantes, sendo assim destino turístico por excelência dos ingleses, antigos colonos. O luxo dos resorts contrasta com a simplicidade da população, que apesar de tudo não vive muito mal, economicamente. Com uma cultura recente mas bem arreigada, esta foi criada pela herança e pelo engenho daqueles que buscaram na magia a sua fonte da autoridade. A religião do Deus Jah foi inventada e conduzida por alguns afro-americanos descendentes de escravos que, iluminados por Rousseau e mais alguma tralha jacobina, aproveitaram-se do clima propício e dos exemplos loucos dos vizinhos do Haiti, para alinhar em maluqueiras político-românticas, misturadas com ritos voodoos que assustam a população.
É uma religião do medo, suavizada pelos sons alegres e pseudo-harmoniosos do Reggae, o principal veículo da sua propagação, com mensagens de suposta libertação e alguma afronta ao Catolicismo, que está nas Caraíbas altamente implantado. A vizinha e rival Cuba, com o seu Comunismo irrespirável, é um vizinho com baixo nível de qualidade de vida e serve de pretexto para o governo da Jamaica seguir com as suas políticas de opressão e terror, fazendo uso da sua forte autoridade policial e continuando a instrumentalizar a religião para ter o povo na mão.
Esta situação na Jamaica repete-se no geral daquilo que é a América Central e do Sul. Os vizinhos servem de pretexto para justificar políticas autoritárias, e as pessoas nem têm coragem para se perguntarem se o seu nível de exigência não é baixo. A Venezuela, a Bolívia, o Brasil, Cuba, todos os grandes países caminham para governos cada vez mais socialistas e de uma esquerda caciquista e corrupta. Chávez apresenta-se como o novo Fidel que faz frente aos Estados Unidos, e até já recebeu na sua Venezuela natal o Presidente do Irão Ahmadinejad. O único país da América do Sul que escapa a esta vaga parece ser o Chile, que confia nas suas instituições democráticas, na sua moderação política, no seu capitalismo sustentado e nas suas alianças estratégicas e comerciais com o Mundo Ocidental.
Os sul-americanos gostam de basear as suas políticas nas dos vizinhos. Se essa mentalidade é difícil de mudar, temos ao menos de lhes mostrar o que se passa no Chile e dizer que deviam pôr mais os olhos neste país do que na Venezuela, na Jamaica & companhia. O Chile é, em linguagem geopolítica, o verdadeiro farol político da região.

terça-feira, janeiro 23, 2007

a desilusão é um bom sinal

Van Gogh - Noite estrelada
Quem se ilude, às vezes desilude-se. A desilusão é um bom sinal de vida. Quer dizer que a capacidade de sonhar está boa e recomenda-se. Que as desilusões não tirem a entrega de continuarmos a apostar em ilusões! Quem não se quer iludir, fica sem a possibilidade de agarrar uma boa parte da vida. A vida é também feita de sonhos, mesmo daqueles que não se realizam.

domingo, janeiro 21, 2007

Porque se continua a abortar o debate sério?

Com esta lei que existe, nunca uma mulher foi condenada à prisão em Portugal por ter abortado o seu filho ou filha. Mas dizem os do "Sim" que isso não chega, a simples possibilidade de serem condenadas e uma pena de prisão é inaceitável. Penso que o que está em causa não é a pena das mães nem dos pais, mas sim do médico e da parteira que levaram a cabo o crime. Normalmente, o juiz considera que a mulher já leva na consciência um peso demasiado grande por ter abortado. E concordo. Os do "Sim" têm mesmo assim medo da possibilidade de alguma mulher ser presa injustamente. Mas esquecem-se que a maior pena de todas, a pena de morte, é aplicada a um inocente, que nada fez a não ser existir, para "merecer" tamanho castigo.

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Sem vergonha

O Senhor Ministro da Saúde vai ao Parlamento e, descaradamente(alertado pelo líder da bancada parlamentar do PCP, veja-se o que eles já evoluiram), repete um discurso -provavelmente que mal conhece, pois em tempo de crise não lhe deverão faltar assessores de imprensa- que havia lido numa conferência de imprensa há alguns dias. Já disse tantas mentiras que tem de se repetir, não vá correr o risco de esgotar o vocabulário conhecido.
Bem, se a contenção é para aplicar, parecem existir outras matérias em que se deve economizar: não são necessariamente as palavras que gastam fortunas.
E assim vamos andando: servem-se do mesmo cajado para matar dois coelhos, cultiva-se a falta de vergonha e de respeito e já nem a Nobilitas Literaria -nem para os socialistas, velhos bons oradores, contra o privilégio inato ou de condição- lhes interessa.
São estes que nos governam, e assim vamos desandando.

TAM

Cavalo de Tróia

Parece ser hoje impossível esperar-se Bom Senso ou Carácter.
Recordo-vos, há algum tempo, o discurso do Deputados e Líder da bancada parlamentar do CDS, Sr. Nuno Melo. Além de aludir ao passado próximo do partido(na altura parecia ser somente PP), citou abusadamente qualidades e sucessos que a anterior presidência partidária conseguiu para o mesmo como se de uma premunição ou desejo do seu regresso se tratasse.
Ora, se o Senhor Deputado não apreciava pessoal ou politicamente o actual Presidente do partido, Sr. Ribeiro e Castro, não tinha aceite a liderança e as responsabilidades que, pelo mesmo, lhe foram confiadas. Convém salientar que o actual Presidente do CDS "agarrou" o partido numa altura especialmente difícil -com o afastamento de um líder altamente mediático, depois da participação, em coligação, num Governo Constitucional relativamente instável-, em que poucos se mostraram disponíveis para o fazer. Hoje aparecem com o sarcasmo que já se reconhece aos senhores da direita(da direita mesquinha, partidária, do PP... nao da Direita!) e, tristemente, esquecem depressa os acontecimentos e os apoios.
Se o núcleo PP, sensacionalista e desprezivelmente convencido de si próprio, não se sentia tocado pelos ideais, próximos da ideia original da Democracia Cristã -CDS-, não ladeavam o Sr. Ribeiro e Castro, decente e respeitável figura e, por isso, rara de encontrar na política nacional.
O Cavalo de Tróia, sem categoria para o ser, não é menos desprezível que qualquer outro que abandone o seu navio em pleno oceano... porém, tal é a banalidade, já nos habituámos a achar normal. Todavia, o não é.
É requisito mínimo, ainda que implícito, haver solidariedade e cooperação vertical. E, se considerarem que a presidência está em mãos erradas, candidatam-se e esperam que os miltantes decidam. Afinal quem governa, administra ou dirige não são os eleitos? Parece ser isso que querem inverter.
Têm horror à anarquia mas são os anarquistas da nova direita social e parda.
Não é esta a Política de Péricles(nem dos decentes, que não necessitam que a Constituição o exija para serem educados, sérios e leais).

TAM

quarta-feira, janeiro 17, 2007

A verdadeira questão f(r)acturante

Aquilo que ideologicamente está em causa, neste referendo, é o "valor da liberdade" versus o "valor da vida". Qual é o valor mais valioso para si?
AVC

A Cidade

A Cidade, espaço autónomo, Antigo -nomeadamente grego- e Moderno -principalmente na península itálica-, passou(como se a dicronia que os separa em nada os separasse), ao longo de séculos, a núcleos integrados e politicamente dependentes de um território mais vasto. Na Idade-Média, a Cidade esbate a sua relevância com a constante disputa senhorial de terras, tornando-se centro de efectivação do Poder Real e, nesse sentido, pouco atractiva, porque experimental, e indigente. O estado tardo-moderno(para ter o mínimo de tranquilidade histórica considero-o na Modernidade, após os seiscentistas), num processo paulatino de consolidação régia e união social, sob uma só voz, governa efectivamente as cidades integradas territorial e nacionalmente e integradoras social e etnicamente. Viveu à margem do fausto até, nos palácios que se foram edificando ou remodelando, se fixar a ideia de Corte, a luz resplandecente, apanágio de velhos Fidalgos e novos Burgueses. A Cidade, ao século XIX, passa a atractivo industrial e financeiro que, invariavelmente, a mudificou. Convém sublinhar que o Campo se manteve, intacto(apesar das necessárias adequações às Épocas), por ventura menos povoado.
Agora, tornou-se repulsiva por ter atraído tanto e tantos... mas continua a ser o mesmo espaço de excelência para os desejos socio-culturais tidos por mais raros; pois nela se foram tentando concentrar, esforçadamente, ao longo da História.
Volta-se ao campo, a ruralidade reatrai. Sim, o campo é de tradições e, como tal, é cultural. Talvez mais natural, não obstante de não querer emitir juízos de valor. Gera-a e difunde-a com peculiaridades, no entanto, o que é a cultura -alta ou baixa, de massas ou de elite- se não essa diferença que se compreende(ou tenta) no tempo, no espaço e na inter-relação social? A Cultura está(fisicamente) na cidade, porém, é o campo que a preserva, garantindo-lhe que se faz hábito, consumo, e é acto cultural. Assim, não proporcionassem as não-cidades a cultura e a ruralidade a sua manutenção e veríamos o que dela(não) restaria.
A excepção ao declínio é a capital, todavia, essa, não faz a regra.

TAM

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Slogans destes? Não, obrigado.

Há, segundo ouvi, 6 plataformas pelo "Sim" no referendo do Aborto (o interruptor é na parede, e liga e desliga e volta a ligar sempre que quisermos), e 21 plataformas pelo "Não". Vou votar não. Mas infelizmente, a campanha do Não é muito associada ao nome da plataforma com publicidade mais visível, a "NÃO OBRIGADA". Digo infelizmente porque considero o slogan infeliz.
Primeiro, o "obrigada" é feito no feminino, portanto dirigido apenas às mulheres. Mas este é um assunto para todos votarem, e não só as mulheres. Um bébé tem um Pai, tal como tem uma Mãe. A votação será democrática, com ambos os géneros a ter o direito de responder ao referendo. Dizer "obrigada" é sempre um ponto a favor daquele argumento demagogo que usam alguns do "Sim", no slogan "Eu [a mulher] é que mando na minha barriga!"
O segundo erro de dizer "NÃO OBRIGADA" nesta campanha, prende-se precisamente com o assunto "quem manda na barriga de quem". Falar de obrigações é um ponto a nosso desfavor. Um dos argumentos do "Sim" é a suposta falta de liberdade da Mãe (nunca do feto) em escolher aquilo que lhe apetece. Dizem os arautos do "Sim" que por lei, as mulheres são OBRIGADAS a ter o filho. Chamar a atenção para isso num slogan é atracção para o abismo...
Em terceiro, "NÃO OBRIGADA" é uma expressão de boa educação. Mas nos dias de hoje, é muito fácil de ser gozada como sendo uma expressão "chiq" das tias de Cascais. Só por ser de boa educação, entenda-se. Mas a caricatura da Tia de Cascais, nestes assuntos, é aquela de uma senhora que diz "Não" ao aborto cá, porque tem dinheiro para ir a Londres fazer o seu. É mais "chiq" e ainda pode comprar um vison, rematam alguns demagogos do "Sim", fazendo piada daquilo que é muito sério.
É óbvio que voto não, por muitas razões. Mas penso que este tipo de campanha é favorável ao sim. O discurso demagogo está impregnado na sociedade. Em anos de campanha do "Sim", fizeram a cabeça a nós portugueses, castigando-nos por termos votado "Não" em 1998. Respeitadores dos valores democráticos? Não me cheira. Esta campanha sanguinária foi e é patrocinada pelas clínicas do aborto, que esperam como abutres que os portugueses dêem um sinal de morte para aqui pousarem. E a campanha do "Não", parece ter agentes infiltrados.
Atenção, portuguesas e portugueses... as armas estão em cima da mesa. Ainda vêm aí os fanáticos, de ambas as partes, que vão estragar o debate do assunto que nem devia ser debatido. À falta de interesse no campeonato de futebol, à falta de euros e mundiais e à falta de interesse nos debates do Estado da Nação, novos clubes se formam. E depois do referendo, o que se segue?
AVC

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Diga não à manipulação

Com o aproximar da data, vêm-se multiplicando movimentos que, declarando-se não partidarizados, têm vindo a desenrolar campanhas, sobre o Aborto, dignas dos maiores e mais organizados partidos representados no Palácio de São Bento. Neste seguimento, tenho visto que, mais do que preocupados em esclarecer, há movimentos e pessoas singulares interessados em manipular ideias e opiniões. Ora bem, as pessoas -ao contrário do que, analisando as campanhas e argumentos diminuídos, quer de um lado quer de outro, pensam ou tentam levar a pensar- não são estúpidas. Sabem pensar e reflectem. E, se não conseguirem tomar uma decisão de voto(pois é nisto que a maioria das campanhas anda a pensar e não realmente nas implicações sociais que a despenalização ou não terá na sociedade), também ninguém poderá tomar por elas... é a Consciência Moral de cada um que decide. Se sim, SIM; se não, NÃO.
A minha opinião não interessa, aqui e para si.
Não evite consultar a mais complexa aliada de cada um de nós, a Consciência, mas...Diga não à manipulação!

TAM

Sim ou Não, com que razões? - Parte 2

Pergunto agora, depois de ler o texto do último post (Sim ou Não, com que Razões? - Parte 1 - ponham o rato sobre a imagem e esperem q apareça um ícone no canto inferior direito. Cliquem lá para ampliar), se as razões pelas quais discutimos a legalização da interrupção voluntária da gravidez serão as mais válidas.
Com todo o respeito pelos factores sociais, económicos, de saúde, e todos os outros que são de todos nós sobejamente conhecidos, mas parece-me que no texto que leram temos o maior, sobre o qual menos nos podemos pronunciar - a vida que perde a sua oportunidade de singrar.
Quem somos nós para decidirmos se uma vida vai poder ser boa?
Consciente de que cada caso é um caso, e tem por isso as suas especificidades muito próprias, acho que este deve ser o maior critério, quando decidirmos tomar uma opção de voto.
Será que uma constituição que prevê o direito à vida, e é absolutamente contra a pena de morte, permite que se silenciem os inocentes por conveniência, tantas vezes, financeira?
Por ainda não ter nascido não é vida? Alimenta-se, tem orgãos, mexe-se, tem um metabolismo próprio, mas não é vida?
Por estar fisicamente dependente de outra pessoa perde os seus direitos?
Perde o direito de ter uma oportunidade?
Por ser vulnerável é descartável?
Não será uma exploração do mais fraco no seu expoente máximo?
E mesmo para a mulher que toma essa opção, não é uma humilhação, por-se à frente do seu filho, pensar antes em si e depois no outro, correr um risco para matar?
A que sociedade levará isto? Possivelmente a uma em que cada um siga por si. Em que a solidariedade será um mito do passado.
Deixo-vos com estas questões, e outras melhor formuladas, que podem encontrar em www.independentespelonao.org.
Despeço-me com esperança na reflexão séria,
João Moreira Pires

Sim ou Não, com que razões? - Parte 1



Ciquem na imagem para a ampliar e conseguirem ler.

Vale a Pena

domingo, dezembro 31, 2006

Ano Novo

Votos de um óptimo Ano Novo!
Divirtam-se na passagem de ano, deixem 2006 com a Honra com que o viveram e entrem em pleno em 2007.

Um ano mais velho, TAM

terça-feira, dezembro 26, 2006

o Sagrado, em tom Profano

Espiritual, mas em tom profano, é das melhores mensagens que um Poeta nos podia transmitir em época tão Sagrada. Deixo-vos com Alexandre:

Amigo

Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra «amigo».

«Amigo» é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo,
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!

«Amigo» (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
«Amigo» é o contrário de inimigo!
«Amigo» é o erro corrigido,

Não o erro perseguido, explorado,
É a verdade partilhada, praticada.

«Amigo» é a solidão derrotada!

«Amigo» é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
«Amigo» vai ser, é já uma grande festa!

Alexandre O’Neill

sábado, dezembro 23, 2006

Tratamos mal as nossas Forças Armadas

Porque é que a comunicação social só foca o Iraque? Portugal tem lá tropas, mas também as tem no Afeganistão e no Líbano, onde se joga paradas mais altas. Também temos tropas na Bósnia, no Kosovo, no Sahara Ocidental e no Congo. Já nos esquecemos deles. E de Timor, alguém ainda se lembra de Timor? Também estamos lá... Não percebo como é que a comunicação social só dá atenção ao Iraque. E não percebo como é que tratamos tão mal as nossas forças armadas. Qualquer país vibraria com o desempenho das suas tropas em qualquer ponto do Mundo.
AVC

Estamos preocupados com as coisas certas?

Estamos a chegar ao fim de 2006 e sabemos que, só neste ano, morreram mais de 4.000 tropas da NATO no Afeganistão. Enquanto isso, estamos mais preocupados em denegrir a acção americana no Iraque, onde "apenas" morreram 3.000 soldados desde o início da guerra, isto é, nos últimos 3 anos. Não prestarmos atenção às nossas tropas da NATO que desempenham uma missão que, a correr mal, pode pôr em causa a sua própria existência. Nas montanhas do Afeganistão está muita coisa em jogo. Em vez disso, distraímo-nos com o Iraque, que influencia muito menos o nosso futuro.
AVC

Mullah Osmani capturado

Ontem nós, NATO, eliminámos o Mullah Osmani num bombardeamento aéreo sobre a viatura, onde o general Taliban seguia com mais dois guerrilheiros que também morreram. É um avanço importante no processo de conquista do Afeganistão, mas não nos devemos iludir que os Talibans serão rápidos em arranjar um substituto. Em todo o caso, é um momento bom para os aliados procurarem agir na confusão em que estarão os comandos Taliban. O problema é que eles se escondem nas montanhas, onde combatem a 4000 metros de altitude com a perícia adquirida pelo hábito, coisa que as nossas tropas ainda não têm.
AVC

sexta-feira, dezembro 22, 2006

Sobre os impérios...

Não conheço um império que não tivesse cedido ao caminho da intolerância e dos abusos de poder sobre as realidades culturais, vontades locais e liberdades individuais. Os impérios, são bons? Há maneira de um império não descambar para uma opressão da liberdade individual? E de não acabar, mais tarde ou mais cedo, numa guerra?
AVC

o nascimento do Menino

Daqui para todo o Fidelíssimo Império Português, votos de um Santo Natal.

TAM

quinta-feira, dezembro 21, 2006

Com Argúcia:

Ah e tal, os Diplomatas não servem para muita coisa. O que fazem, algumas vezes tarde de mais, também podia ser feito pelos Governos dos respectivos Estados em negociações.
Esta é uma ideia vulgarmente difundida pelos denominados "homens de acção", da Política ou das Forças Armadas, da qual não sou partidário. Porque não sou dela partidário nem partidarizado.
Digamos que a minha consideração pela Diplomacia é elevada; esta Nobre Arte que de há séculos aos nossos dias tanto dá que falar e tantos conflitos tem evitado... surgiu no século XVI, no contexto das querelas entre Cidades-Estados no espaço italiano(longe de estar unificado) e, na mesma época, com as lutas entre partidários do Papa e do Imperador(Carlos V e Habsburgos seus descendentes directos). Já é uma Senhora! Respeito!

TAM

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Estado de Sítio, Nação Valente

Tenho notado, de há uns tempos a esta data, um elevar exponencial da credibilidade da Causa Real. Deve-se, principalmente, a uma nova antiga imagem que tem sido correcta e fielmente transmitida ao Público em geral que, agora, além de receptivo está mais informado sobre a Causa e, até, sobre a sua ainda existência(e, se o não estava, é por clara incompetência das instituições que, fielmente, a poderiam difundir e dignificar). A imagem mudou, em relação ao carácter despótico e distante que durante séculos se atribuiu e difundiu, erradamente, à figura do Rei, associada à imagem parasitária subjacente à Família Real e determinados Nobres da Corte. Seguiu-se um período, contemporâneo, de quase total apagamento da Causa... os parasitas talvez existissem/existem mesmo e ninguém, dos que estão prontos para ir para o campo, para trabalhar, tinha paciência para os ouvir ou ver, a desfilar(refiro-me já a alguns Monárquicos, normalmente próximos das instituições, todavia, igualmente afastados e desfasados, papagaios e de espírito e intelecto algo desaproveitados). Surge, muito recentemente, porém, como todas a evoluções, permitida por factores diversos e que foram difundidos ao longos dos últimos decénios e garças a alguns, poucos, Monárquicos, uma abertura notável: de ambos os lados, dos indivíduos anteriormente embaciados pelo fantasma do salazarismo, cujo conservadorismo se confundiu, por vezes, com a Monarquia; aos descontentes da Causa e, finalmente, aos Monárquicos com responsabilidades sérias e aproveitáveis para um aproximar de ideias, que não são mais(e tanto que são!) do que a exaltação da Língua, da História e, em suma, da Nação.
Entrevistas a jornais e revistas de grande tiragem, nacionais e internacionais; crónicas; livros e sessões de informação ao grande público(nomeadamente a posição tomada, e bem, na minha perspectiva, em relação ao referendo próximo ao Aborto) têm desmistificado a verdadeira nobreza, a Ordem e os grupos que a têm em ideias, inato e de carácter, não obstante das naturais diferenças internas em detalhes(interessantes mas irrelevantes ao grande e desejado Público).
Na Época Contemporânea, excepto em períodos críticos e muito curtos, nunca percepcionei um inverno tão quente e exaltante: Obras iminentemente científicas, Discursos Patrióticos, jantares, homenagens... tudo tem sido falado, ouvido e difundido. Respeitado e Credibilizado. Assim, e apesar do apoio(que abrindo caminho a, no entanto, nem de perto nem de longe partidário de)involuntário concedido pelo actual estado das coisas, do Estado e do mundo, as facções -várias e complexas, tal como provavelmente geradoras de ambientes constrangedores- monárquicas devem cooperar, juntar-se, para bem deles e de todos nós.
O que não faltou ao Portugal republicano foram Monárquicos de valor, agora que se vislumbra um ambiente favorável ao sistema político superior, espero que não haja -somente e à cabeça da manada- Monárquicos de vícios, ao pior estilo liberal.

TAM

terça-feira, novembro 28, 2006

Questão

Será que a lei do financiamento dos partidos é um atentado ao aparecimento de movimentos livres de cidadãos?
AVC

domingo, novembro 19, 2006

Emergência histórica

Estamos já no tempo do outsourcing. O outsourcing é a atitude que as grandes e médias empresas mundiais (e daqui a pouco, também as pequenas e as micro-empresas) têm ao despachar trabalhos de rotina para países de mão-de-obra barata e relativa formação profissional. Tudo o que possa ser assegurado à distância, pode ser vítima (no bom sentido) de outsourcing. Call-centers, tapetes de Arraiolos, serviços de contabilidade, burocracias, peças jornalísticas, tudo pode ser feito à distância, pela internet, video-conferência ou telefone. É uma atitude que cresce em volume e importância a olhos vistos, e é a China e a Índia que mandam nesta tendência como países que têm melhores condições para assegurar esses serviços. Os Estados Unidos e a Europa vão perdendo rapidamente serviços, e por isso empregos, que tratavam destes assuntos. Mas não têm de ter medo. Continuarão à frente do Mundo rico e poderoso se apostarem nas relações humanas. Confiando o trabalho enfadonho (mas necessário) a países com condições mais baratas, há que apostar nas relações humanas e na criatividade.
Ora, conhecem povo mais habilidoso nas relações humanas do que nós, portugueses e mediterrânicos? Haverá povo que se equipare a nós em hospitalidade? Não somos também um povo de alta tendência para a boa criatividade? Os poetas e escritores são criativos. Não nos queixamos que somos um país de poetas e escritores? Agora, bem nos podemos orgulhar. Estamos vários pontos à frente dos Estados Unidos e do resto da Europa, no que diz respeito às relações humanas. Somos um povo caloroso e naturalmente simpático e hospitaleiro. Para além disso somos criativos e temos uma Natureza propícia ao Turismo que não podemos mais estragar. Qual é o ponto do título deste post? É que, já que estamos em vantagem, usemos esse valor acrescentado que temos para nos valorizarmos. Apostemos nas relações humanas e na nossa criatividade!
AVC

Ainda Europa

Se se quer uma Europa que dê cartas no Mundo, faz sentido pensar numa outra proposta que não seja a de uns "Estados Unidos da Europa"?
AVC

quinta-feira, novembro 16, 2006

europeu

Desde quando existe «Europa», e com que significado?

TAM

quinta-feira, novembro 09, 2006

Uma questão pragmática

Quando é que nos vamos deixar de fantasias e preconceitos de "esquerdas" e "direitas" e passamos a adoptar as políticas que nos interessam para andar para a frente? Dá-me ideia que não andamos mais para a frente por estarmos tão presos a estas grilhetas que nos sufocam!
AVC

quarta-feira, novembro 01, 2006

Portugal, o que vale a pena!

Passo a transcrever um e-mail que recebi recentemente.
Para TODOS (e sublinho o TODOS) os efeitos, bem ou mal escrito, verdadeiro ou falseado, escrito ou não por aquele a quem o atribuem, deixa-nos a pensar, que mais não seja, se andamos atentos e valorizamos os pontos certos..

Cumprimentos
JGMP



"VAMOS LÁ A LEVANTAR A BANDEIRA DO ORGULHO NACIONAL, QUE JÁ CHEGA DE OLHAR SÓ PARA BAIXO

Portugal vale a pena

Eu conheço um país que tem uma das mais baixas taxas de mortalidade de recém-nascidos do mundo, melhor que a média da União Europeia. Eu conheço um país onde tem sede uma empresa que é líder mundial de tecnologia de transformadores.
Mas onde outra é líder mundial na produção de feltros para chapéus. Eu conheço um país que tem uma empresa que inventa jogos para telemóveis e os vende para mais de meia centena de mercados. E que tem também outra empresa que concebeu um sistema através do qual você pode escolher, pelo seu telemóvel, a sala de cinema onde quer ir, o filme que quer ver e a cadeira onde se quer sentar.
Eu conheço um país que inventou um sistema biométrico de pagamentos nas bombas de gasolina e uma bilha de gás muito leve que já ganhou vários prémios internacionais. E que tem um dos melhores sistemas de Multibanco a nível mundial, onde se fazem operações que não é possível fazer na Alemanha, Inglaterra ou Estados Unidos. Que fez mesmo uma revolução no sistema financeiro e tem as melhores agências bancárias da Europa (três bancos nos cinco primeiros).
Eu conheço um país que está avançadíssimo na investigação da produção de energia através das ondas do mar. E que tem uma empresa que analisa o ADN de plantas e animais e envia os resultados para os clientes de toda a Europa por via informática. Eu conheço um país que tem um conjunto de empresas que desenvolveram sistemas de gestão inovadores de clientes e de stocks, dirigidos a pequenas e médias empresas.
Eu conheço um país que conta com várias empresas a trabalhar para a NASA ou para outros clientes internacionais com o mesmo grau de exigência. Ou que desenvolveu um sistema muito cómodo de passar nas portagens das auto-estradas. Ou que vai lançar um medicamento anti-epiléptico no mercado mundial. Ou que é líder mundial na produção de rolhas de cortiça. Ou que produz um vinho que "bateu" em duas provas vários dos melhores vinhos espanhóis.
E que conta já com um núcleo de várias empresas a trabalhar para a Agência Espacial Europeia. Ou que inventou e desenvolveu o melhor sistema mundial de pagamentos de cartões pré-pagos para telemóveis. E que está a construir ou já construiu um conjunto de projectos hoteleiros de excelente qualidade um pouco por todo o mundo.

O leitor, possivelmente, não reconhece neste País aquele em que vive -
Portugal.

Mas é verdade. Tudo o que leu acima foi feito por empresas fundadas por portugueses, desenvolvidas por portugueses, dirigidas por portugueses, com sede em Portugal, que funcionam com técnicos e trabalhadores portugueses.
Chamam-se, por ordem, Efacec, Fepsa, Ydreams, Mobycomp, GALP, SIBS, BPI, BCP, Totta, BES, CGD, Stab Vida, Altitude Software, Primavera Software, Critical Software, Out Systems, WeDo, Brisa, Bial, Grupo Amorim, Quinta do Monte d'Oiro, Activespace Technologies, Deimos Engenharia, Lusospace, Skysoft, Space Services. E, obviamente, Portugal Telecom Inovação.
Mas também dos grupos Pestana, Vila Galé, Porto Bay, BES Turismo e Amorim Turismo. E depois há ainda grandes empresas multinacionais instaladas no País, mas dirigidas por portugueses, trabalhando com técnicos portugueses, que há anos e anos obtêm grande sucesso junto das casas mãe, como a Siemens Portugal, Bosch, Vulcano, Alcatel, BP Portugal, McDonalds (que desenvolveu em Portugal um sistema em tempo real que permite saber quantas refeições e de que tipo são vendidas em cada estabelecimento da cadeia norte-americana).

É este o País em que também vivemos.

É este o País de sucesso que convive com o País estatisticamente sempre na cauda da Europa, sempre com péssimos índices na educação, e com problemas na saúde, no ambiente, etc.

Mas nós só falamos do País que está mal. Daquele que não acompanhou o progresso. Do que se atrasou em relação à média europeia.

Está na altura de olharmos para o que de muito bom temos feito. De nos orgulharmos disso. De mostrarmos ao mundo os nossos sucessos - e não invariavelmente o que não corre bem, acompanhado por uma fotografia de uma velhinha vestida de preto, puxando pela arreata um burro que, por sua vez, puxa uma carroça cheia de palha. E ao mostrarmos ao mundo os nossos sucessos, não só futebolísticos, colocamo-nos também na situação de levar muitos outros portugueses a tentarem replicar o que de bom se tem feito.

Porque, na verdade, se os maus exemplos são imitados,porque não hão-de os bons serem também seguidos?


Nicolau santos, Director - adjunto do Jornal Expresso

In Revista Exportar"

terça-feira, outubro 31, 2006

Os grandes Portugueses

Pelo outro lado, ainda bem que Salazar não figura na lista dos candidatos. Seria uma ironia do destino o seu nome ser... votado!
AVC

segunda-feira, outubro 30, 2006

estes Grandes Portugueses

Surgiu entretanto, e apesar de ser herança de um formato televisivo britânico, um programa que pode assumir um carácter muito interessante para análise futura. Dos Portugueses contemporâneos e da sua análise dos mesmos e dos que viveram em Épocas passadas. Será certamente curioso ler a lista das cem Personalidades mais nomeadas, nesta primeira fase, e antes de se conhecer o Podium.
Refiro-me, evidentemente, ao Os Grandes Portugueses, da RTP1.
Levantou, como todos os que podem ser mais culturais do que a média, polémica disparatada e tão insensata quanto reveladora. Quanto à presença, ou falta dela, do Senhor Salazar na lista de sugestões, só posso dizer: não é grave, porém, é grave que venham meninas bloquistas/soaristas dizer que, caso tal Personalidade tenha votação suficiente para figurar entre as figuras cimeiras(que no caso significa tão somente as mais Populares), é uma vergonha para Portugal, significa o esquecimento do passado estado-novense e a ignorância adolescente.
Ora punhamos os pontos nos i's, caso não se pudesse votar no Senhor, independentemente de ser a favor ou contra, só significaria uma terrível imaturidade Democrática. E caso apareça num lugar lisonjeiro, trata-se da opinião de Portugueses suficientes para o colocar em hipotético patamar.
A mim, sinceramente, admirar-me-ia mais ver no topo da lista o Senhor Sócrates, ou qualquer outro, que por Portugal têm feito muito pouco.

Vamos ver qual será a avaliação atribuída aos nossos senhores(isto é, os nossos Ilustres Monarcas, claro está).
TAM